Investment

O ano em que os homens superaram as máquinas

by Cedric Dingens

O ano de 2020 foi um ano particularmente fausto para a nossa gestão alternativa. Quer se trate das nossas estratégias Equity Long/Short, Global Macro ou Absolute Return, todas apresentaram um desempenho significativamente superior ao dos mercados financeiros e dos respetivos índices de referência.

Um ano “turbulento”

Como uma onda gigante, 2020 produziu acontecimentos absolutamente inéditos que abalaram inúmeras certezas.

De facto, entre a pandemia da Covid-19 que paralisou as economias de todo o planeta, as negociações caóticas do Brexit e a eleição presidencial americana, cujas peripécias que se desenrolaram até muito recentemente foram dignas de um romance distópico, os nervos dos operadores financeiros foram seriamente postos à prova.

Tal explica por que motivo 2020 marcou o regresso à ribalta dos gestores de ativos e do talento, após 11 anos de um mercado “bull” durante os quais os fundos geridos por computador, fossem estratégias quantitativas ou produtos ligados a índices, tiveram uma tarefa facilitada.

As nossas alocações vencedoras em 2020

Os algoritmos informáticos baseiam-se nos dados históricos dos mercados para elaborar regras de comportamento e tentar antecipar a sua evolução futura. Com um ano totalmente sem precedentes, marcado por montanhas russas vertiginosas nos mercados e uma forte rotação setorial, compreende-se melhor porque é que os gestores quantitativos e de fundos ligados a índices não conseguiram deixar a sua marca. Em contrapartida, as estratégias alternativas aplicadas pela NOTZ STUCKI desempenharam na perfeição o seu papel de proteção, ao mesmo tempo que geraram rendimentos superiores à média. Apresentamos aqui um resumo das nossas decisões de alocação que possibilitaram este sucesso.

  • China. Com uma forte sobreexposição ao mercado chinês, conseguimos aproveitar por completo a sua recuperação. Na realidade, ao contrário de todas as grandes economias mundiais que foram gravemente afetadas pelo abrandamento provocado pelas medidas de confinamento, a China ultrapassou rapidamente a crise sanitária para se exibir como o salvador do mundo, graças à produção de máscaras, e regressar à trajetória de crescimento.
  • Equity Long Short. De uma forma geral, a volatilidade do ano transato foi favorável às estratégias Long/Short, que puderam tirar partido dos mercados tanto em alta como em baixa. Contudo, embora globalmente o ano tenha sido bom para as bolsas, que recuperaram rapidamente da queda do mês de março, os resultados variaram bastante em função dos setores. Assim, era necessário escolher o cavalo certo e reagir depressa a movimentos rápidos. De facto, o ano passado não teve realmente o mesmo sabor para uma companhia aérea ou para uma tecnológica… Neste contexto, beneficiámos da nossa preferência por fundos multissetoriais de alocação dinâmica em vez de fundos especializados numa temática específica.
  • Global Macro. Durante muito tempo descurados devido aos seus desempenhos dececionantes durante o mercado em alta, os fundos Macro ganharam uma nova vida em 2020, graças ao regresso em grande da volatilidade que permitiu aos “gestores estrela” da categoria aceitar o desafio e dar provas do seu talento.

Um compromisso a longo prazo que dá frutos

Como acabou de ficar comprovado uma vez mais pelos resultados de 2020, existem gestores talentosos, “gestores estrela” capazes de gerar o alfa e superiorizar-se os seus pares de modo regular. Mas a dificuldade está em encontrá-los e escolhê-los cuidadosamente para combiná-los em carteiras produtivas com vários gestores. Ora essa é a nossa especialidade há mais de 50 anos.

Esta atividade exigente requer competências específicas, que não podem ser improvisadas. Ao invés, exigem um verdadeiro compromisso a longo prazo.

  • Uma compreensão perfeita das estratégias empregues. Os gestores de hedge funds recorrem a um amplo leque de técnicas complexas e empregam instrumentos financeiros sofisticados. A seleção dos gestores e a construção de carteiras com vários gestores implicam, assim, que as nossas equipas de gestão compreendam perfeitamente as estratégias aplicadas, a fim de poderem determinar a sua fundamentação e adequabilidade às condições do mercado.
  • A importância do fator humano. Numa indústria financeira que se centra, porventura um pouco demasiado, nos números, os nossos muitos anos de experiência permitiram-nos concluir que é o fator humano que faz a diferença. É por este motivo que, como complemento a uma rigorosa avaliação quantitativa, realizamos uma análise qualitativa aprofundada. Por isso, procuramos reunir com cada um dos nossos gestores, para conhecer as suas equipas e a sua organização, assim como para compreender as suas motivações. Um dos critérios que verificamos é aliás o do seu investimento pessoal a par com o dos seus clientes, o que assegura um alinhamento dos interesses.
  • O conhecimento do mercado. Ao contrário da maioria dos fundos tradicionais, os gestores de hedge funds limitam muitas vezes, de forma voluntária, a dimensão dos seus fundos. Tal permite-lhes manter uma dimensão manejável e obter melhores desempenhos porque as suas estratégias normalmente funcionam melhor quando a dimensão não é demasiado considerável. Assim, os bons hedge funds fecham rapidamente as suas portas e é essencial dispor de uma excelente rede de contactos para estar informado desde o início do lançamento de um novo fundo. Em 50 anos, granjeámos uma reputação invejável no mercado e somos muitas vezes uma das primeiras portas às quais os gestores vêm bater no momento do arranque de um fundo.

Quais as estratégias para 2021?

Com os mercados em máximos, as economias ainda debilitadas pela crise sanitária e a chegada de um novo presidente para conduzir os destinos da maior potência económica mundial, não faltam fatores de incerteza. Assim, os mercados poderão continuar a apresentar uma volatilidade significativa, sob o efeito do nervosismo dos operadores.

Por conseguinte, os hedge funds poderão muito bem continuar em primeiro plano. Quais serão as estratégias vencedoras? Ainda é muito cedo para dizer, mas uma coisa é certa: será melhor apoiar-se num parceiro experiente e conceituado.

 

 

 

 

 

O desempenho passado não é indicativo de resultados futuros. As opiniões, estratégias e instrumentos financeiros descritos neste documento, podem não ser adequados para todos os investidores. As opiniões expressas são opiniões atuais a partir da (s) data (s) que aparecem apenas neste documento. Referências a índices de mercado ou compostos, benchmarks ou outras medidas de desempenho relativo ao mercado, durante um período de tempo específico, são fornecidas apenas como informação. A Notz Stucki não fornece nenhuma garantia e não faz qualquer tipo de representação, em relação à precisão e integridade de quaisquer dados, incluindo dados do mercado financeiro, cotações, pesquisas ou outros instrumentos financeiros referidos neste documento. Este documento não constitui uma oferta ou solicitação a qualquer pessoa em qualquer jurisdição, em que tal oferta ou solicitação, não seja autorizada ou a qualquer pessoa a quem seja ilegal fazer tal oferta ou solicitação. Qualquer referência neste documento a valores mobiliários e emissores específicos é apenas para fins ilustrativos, e não deve ser interpretada como recomendações de compra ou venda desses valores mobiliários. As referências neste documento a fundos de investimento que não tenham sido registados na Finma, não podem ser distribuídas na ou a partir da Suíça, excepto para determinadas categorias de investidores elegíveis. Algumas das entidades do grupo Notz Stucki ou dos seus clientes, podem deter uma posição nos instrumentos financeiros de qualquer emitente aqui apresentado, ou agir como consultor de qualquer um desses emitentes. Informações adicionais estão disponíveis mediante solicitação.

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